domingo, 29 de setembro de 2013

Taj Mahal

Um dos mais emblemáticos monumentos do mundo, é este túmulo sublime, representação do éden islâmico, mandado construído pelo imperador mongol Xá Jahan em memória da sua mulher preferida, Mumtaz Mahal, numa das margens do rio Yamuna. A sua construção demorou cerca de 12 anos e necessitou de 20.000 trabalhadores, tendo custado mais do que hoje seria meio milhão de euros e quinhentos quilos de ouro. 




Todo ele simétrico seja qual for a direcção escolhida para contemplar esta obra prima, a excepção à regra é o túmulo do próprio Xá colocado ao lado da sua eterna amada. Possui 28 arcos recuados ao longo das suas quatro fachadas, criando profundidade, e paineis caligráficos que reflectem a luz solar, fazendo variar os tons pérola deste edíficio, conferindo assim uma aura algo mística. Nos vértices do pátio onde este túmulo assenta, quatro minaretes de 40m com uma câmara octogonal aberta no topo, realçam mais ainda a perfeita simetria do conjunto.



                   
 


A cerca de 2 km de distância do Taj Mahal e na mesma margem do rio Yamuna, fica Agra Fort. Construído pelo imperador Akbar entre 1565 e 1573, as suas altas muralhas de arenito vermelho, fazem um desenho de um crescente frente ao rio, rodeando um enorme complexo de palácios, protegidos pelo profundo fosso que delimitava toda a área do forte com as águas daquele rio.










terça-feira, 17 de setembro de 2013

Outros ícones de Jaipur


Jal Mahal, o pitoresco "Palácio das Águas", na saída de Jaipur para antiga cidade de Amber, parece flutuar como uma miragem nas águas do lago Man Sagar. Construido no século XVIII por Madho Singh I, foi num outro palácio onde o rei passou a sua infância. Mais tarde foi usado como base de apoio nas caçadas reais aos patos, preservando ainda hoje algumas espécies de aves aquáticas.




Um outro ponto turístico a não perder em Jaipur é Albert Hall um museu grandioso ao estilo indo-sarraceno de vários andares, projectado por Sir Samuel Swinton Jacob. 




 


Na saída de Jaipur para quem toma a estrada que leva a Agra, cidade onde se encontra o eternamente famoso Taj Mahal, é possivel passar por Galta Kund, um local religioso do século XVIII a 10 km de Jaipur, com dois templos principais e outros santuários menores.
Este local possui sete tanques sagrados, alimentados por nascentes de água doce que dizem ter poderes curativos, talvez por essa razão alguns indianos banhavam-se nas suas águas, enquanto outros vestidos com expressivos tons coloridos, cantavam. 


 
  






 Curiosamente, e não porque os macacos fossem aqui adorados, este templo possuia uma elevada população destes mamíferos, que sem qualquer receio do ser humano, vagueavam, comiam e alimentavam as suas crias.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Forte Amber, arredores de Jaipur

O imponente Palácio-Fortaleza de Amber, fundado em 1592 por Man Singh I sobre as ruínas de um antigo forte do século XI, foi até 1727 a casa dos reis Kachhawaha ano em que estes passaram a capital para Jaipur. Contudo os governantes seguintes continuar a fazer deste palácio um local para festejos especiais, oferecendo uma vista panorâmica incrivel.



A entrada principal para o complexo faz-se pela imponente Suraj Pol, ou "porta do sol", assim chamada por se encontrar voltada para o sol nascente, símbolo dos reis Kachhawaha. Dentro do forte inicia-se a visita pelo pátio principal Jaleb Chowk de tons amarelados, por opsição ao pátio seguinte Diwan-i-Aam de tons avermelhados, composto por 27 pilares, onde os escribas registavam as receitas públicas. 


  Segue-se Ganesh Pol, uma monumental porta de três andares que está ligada aos aposentos privados do palácio, com grades rendilhadas destinado às mulheres em reclusão, dando esta acesso aos três palácios de diferentes características, construídos à volta de um jardim em estilo mongol conhecido por "jardim dos prazeres" ou Aram Bagh. 


 Num dos pontos mais altos do complexo, com vista para o anterior jardim está a sala de audiências privadas do Rajá Jai Singh denominada por Diwan-i-Khas. A parte de cima desta sala conhecida por Jai Mandir é caracterizada pelas janelas rendilhadas e um tecto floral com delicados relevos de alabastro e embutidos de vidro, dando a sua fachada para o lago Maota e o seu jardim Kesar Kyari Bagh com canteiros em formas de estrela, permitindo a entrada de ar fresco e perfurmado durante o verão.


A zona inferior, Sheesh Mahal, é uma camâra preenchida por pequenos espelhos nas suas paredes e tecto, permitindo que apenas a chama de uma única vela seja reflectida de forma a lembrar um céu estrelado.


Coroando o cume do monte, o lendário Jaigarh ou "forte da vitória", obra prima de engenharia militar, vigia a antiga capital de Amber, sendo ainda sede de uma das antigas fundições de canhões, tendo produzido provavelmente o maior do mundo sobre rodas, com cerca de 50 toneladas, que nunca foi disparado. Em baixo encontra-se ilustrada a vista deste forte para a Fortaleza-Palácio de Amber.




Palácio da Cidade em Jaipur

Esta cidade, é a actual capital do estado do Rajastão, conhecido pelos magnificos palácios e fortes, bem como pelos coloridos festivais e bazares onde os tecidos de óptima qualidade predominam. A construção de Jaipur ou "Pink City", assim chamada devido à cor avermelhada dos seus edifícios, deve-se a Sawai Jai Singh II, um homem que era tido como um brilhante estudioso e patrono das artes.


No coração desta cidade, o Palácio da Cidade tem sido a sede da casa real de Jaipur, desde a primeira metade do século XVIII. Em baixo encontram-se ilustradas Mubarak Mahal, um palácio de arenito onde tem lugar o museu do Marajá Sawai Man Singh II, com pinturas, manuscritos, tapetes mongóis, instrumentos musicais, trajes reais bordados a ouro e armas.





 Rajendra Pol, ilustrada na figura abaixo, é uma porta trabalhada a caminho dos aposentos reais particulares, flanqueada por dois elefantes de mármore, ambos esculpidos a partir de blocos únicos.



Em Diwan-i-Khas, numa praça agora toda ela em tons rosa, encontram-se as duas urnas gigantes de prata, que são referidas no Guinness como os maiores objectos de prata do mundo, tendo sido nelas que se transportou a água sagrada do rio Ganges durante a visita do príncipe de Jaipur a Londres no princípio do século XX.






Atravessando Riddhi-Siddhi Pol, uma outra passagem com a arquitectura típica de Jaipur e que nos faz lembrar dos desenhos animados de Aladino, um indiano do Rajastão, entramos na praça Pritam Chowk, chamada a “corte dos amantes”, com quatro portas delicadamente pintadas, representando as quatro estações do ano, estando em baixo um pormenor de uma delas.











Desta praça é possível contemplar o soberbo Chandra Mahal, o palácio real, inacessível a turistas, e onde ainda hoje é tida como a morada oficial no príncipe de Jaipur. Ainda acerca deste palácio, sabe-se que cada um dos andares encontra-se excentricamente decorado, possuindo cada um deles um nome específico de acordo com a sua função. 



 Bem típico e como não podia deixar de ser, à saída do complexo,um encantador de serpentes tentava angariar rupias, euros ou dólares dos turistas deslumbrados com a beleza magnífica da fusão da arquitectura rajpute e mongol.