domingo, 27 de outubro de 2013

Delhi

A capital e terceira maior cidade da Índia, possui cerca de 16 milhões de habitantes. Um aglomerado urbano que corresponde ao somatório de vários enclaves distintos de onde se destacam Velha Delhi, com monumentos mongóis dos séculos XVI e XVII e bazares apinhados, e Nova Delhi com as suas avenidas grandiosas e mansões coloniais da época da colonização Britânica.


No extremo oriental da avenida Rajpath, cenário de paradas militares, encontramos o India Gate, uma majestoso arco de arenito vermelho, erigido em memória dos soldados indianos e britânicos que deram a vida em prol da Coroa durante a Primeira Grande Guerra, nas fronteiras da Província Noroeste, e na Terceira Guerra Afegã.



Para Norte, ficam Jami Masjid e Red Fort. A primeira construída em 1656 pelo xá Jahan, é considerada a maior mesquita da Índia. Ergue-se altaneira no topo de uma colina com os seus sobranceiros minaretes gémeos e as imponentes cupúlas de mármore preto e branco, que ladeiam e enfeitam o arco central.

 

Bem para Sul, um dos ícones a não perder desta metrópole é o Túmulo de Humayun, onde se encontra sepultado o segundo imperador mongol. Este monumento, exemplo de um túmulo-jardim mongol, serviu de exemplo a outros túmulos, entre os quais o famoso Taj Mahal.




Também chamado de "Dormitório da Casa de Timur", devido ao facto de todas as suas mulheres e as de Dara Shikoh (filho do xá Jahan), estarem lá sepultadas. No complexo existe ainda um túmulo octogonal onde jazem Isa Khan, um nobre do século VXI e o barbeiro favorito de Humayun. 





Qutb Minar, é conhecido por ser o mais elevado minarete isolado de toda a Índia. O seu significado em árabe quer dizer "eixo", marcando hoje o local do primeiro reino muçulmano no Norte da Índia, o Sulutanato de Delhi, iniciado em 1193 d.c. por Qutbuddin Aibak.





No complexo foi ainda construída a Mesquita de Quwwat-ul-Islam (Poder do Islão), sendo esta uma fusão de paineis Hindus recuperados de templos das arredondezas arrasados, com cúpulas e arcos islâmicos.

 





domingo, 29 de setembro de 2013

Taj Mahal

Um dos mais emblemáticos monumentos do mundo, é este túmulo sublime, representação do éden islâmico, mandado construído pelo imperador mongol Xá Jahan em memória da sua mulher preferida, Mumtaz Mahal, numa das margens do rio Yamuna. A sua construção demorou cerca de 12 anos e necessitou de 20.000 trabalhadores, tendo custado mais do que hoje seria meio milhão de euros e quinhentos quilos de ouro. 




Todo ele simétrico seja qual for a direcção escolhida para contemplar esta obra prima, a excepção à regra é o túmulo do próprio Xá colocado ao lado da sua eterna amada. Possui 28 arcos recuados ao longo das suas quatro fachadas, criando profundidade, e paineis caligráficos que reflectem a luz solar, fazendo variar os tons pérola deste edíficio, conferindo assim uma aura algo mística. Nos vértices do pátio onde este túmulo assenta, quatro minaretes de 40m com uma câmara octogonal aberta no topo, realçam mais ainda a perfeita simetria do conjunto.



                   
 


A cerca de 2 km de distância do Taj Mahal e na mesma margem do rio Yamuna, fica Agra Fort. Construído pelo imperador Akbar entre 1565 e 1573, as suas altas muralhas de arenito vermelho, fazem um desenho de um crescente frente ao rio, rodeando um enorme complexo de palácios, protegidos pelo profundo fosso que delimitava toda a área do forte com as águas daquele rio.










terça-feira, 17 de setembro de 2013

Outros ícones de Jaipur


Jal Mahal, o pitoresco "Palácio das Águas", na saída de Jaipur para antiga cidade de Amber, parece flutuar como uma miragem nas águas do lago Man Sagar. Construido no século XVIII por Madho Singh I, foi num outro palácio onde o rei passou a sua infância. Mais tarde foi usado como base de apoio nas caçadas reais aos patos, preservando ainda hoje algumas espécies de aves aquáticas.




Um outro ponto turístico a não perder em Jaipur é Albert Hall um museu grandioso ao estilo indo-sarraceno de vários andares, projectado por Sir Samuel Swinton Jacob. 




 


Na saída de Jaipur para quem toma a estrada que leva a Agra, cidade onde se encontra o eternamente famoso Taj Mahal, é possivel passar por Galta Kund, um local religioso do século XVIII a 10 km de Jaipur, com dois templos principais e outros santuários menores.
Este local possui sete tanques sagrados, alimentados por nascentes de água doce que dizem ter poderes curativos, talvez por essa razão alguns indianos banhavam-se nas suas águas, enquanto outros vestidos com expressivos tons coloridos, cantavam. 


 
  






 Curiosamente, e não porque os macacos fossem aqui adorados, este templo possuia uma elevada população destes mamíferos, que sem qualquer receio do ser humano, vagueavam, comiam e alimentavam as suas crias.



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Forte Amber, arredores de Jaipur

O imponente Palácio-Fortaleza de Amber, fundado em 1592 por Man Singh I sobre as ruínas de um antigo forte do século XI, foi até 1727 a casa dos reis Kachhawaha ano em que estes passaram a capital para Jaipur. Contudo os governantes seguintes continuar a fazer deste palácio um local para festejos especiais, oferecendo uma vista panorâmica incrivel.



A entrada principal para o complexo faz-se pela imponente Suraj Pol, ou "porta do sol", assim chamada por se encontrar voltada para o sol nascente, símbolo dos reis Kachhawaha. Dentro do forte inicia-se a visita pelo pátio principal Jaleb Chowk de tons amarelados, por opsição ao pátio seguinte Diwan-i-Aam de tons avermelhados, composto por 27 pilares, onde os escribas registavam as receitas públicas. 


  Segue-se Ganesh Pol, uma monumental porta de três andares que está ligada aos aposentos privados do palácio, com grades rendilhadas destinado às mulheres em reclusão, dando esta acesso aos três palácios de diferentes características, construídos à volta de um jardim em estilo mongol conhecido por "jardim dos prazeres" ou Aram Bagh. 


 Num dos pontos mais altos do complexo, com vista para o anterior jardim está a sala de audiências privadas do Rajá Jai Singh denominada por Diwan-i-Khas. A parte de cima desta sala conhecida por Jai Mandir é caracterizada pelas janelas rendilhadas e um tecto floral com delicados relevos de alabastro e embutidos de vidro, dando a sua fachada para o lago Maota e o seu jardim Kesar Kyari Bagh com canteiros em formas de estrela, permitindo a entrada de ar fresco e perfurmado durante o verão.


A zona inferior, Sheesh Mahal, é uma camâra preenchida por pequenos espelhos nas suas paredes e tecto, permitindo que apenas a chama de uma única vela seja reflectida de forma a lembrar um céu estrelado.


Coroando o cume do monte, o lendário Jaigarh ou "forte da vitória", obra prima de engenharia militar, vigia a antiga capital de Amber, sendo ainda sede de uma das antigas fundições de canhões, tendo produzido provavelmente o maior do mundo sobre rodas, com cerca de 50 toneladas, que nunca foi disparado. Em baixo encontra-se ilustrada a vista deste forte para a Fortaleza-Palácio de Amber.